| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Aves |
| Ordem: | Gruiformes |
| Família: | Rallidae |
| Rafinesque, 1815 | |
| Espécie: | P. martinica |
O frango-d'água-azul é conhecido também como jaçanã (Maranhão) e tauá-tauá-azul (Amapá).
Em algumas regiões, como no Maranhão, são cinegéticos, sendo muito caçados a partir de março, quando trocam todas as penas das asas ao mesmo tempo e ficam impossibilitados de voar. Os ovos também são alvo de predação pelo homem, fatores que podem contribuir para o declínio da espécie nestas regiões.
Seu nome científico significa: do (grego) porphurion, porphyrio = galinha do pântano; e do (latim) martinicus = referente à ilha de Martinica no Caribe, referente ao continente americano identificado pela ilha da Martinica. ⇒ Galinha do pântano da Martinica ou galinha do pântano da América.
Mede cerca de 35 centímetros de comprimento, com envergadura de 50 a 55 centímetros. Seu peso está entre 203 e 305 gramas para os machos da espécie e entre 142 e 291 gramas para as fêmeas.
Geralmente o frango d'água mais conhecido do país; ao contrário do galinha-d_agua (Gallinula chloropus), tem um escudo chato e azul esbranquiçado, pernas amarelas e “farol de ré” branco não bipartido. Imaturo parecido com o galinha-d_agua, mas de coloração pardo-amarelada, podendo lembrar um maçarico ou uma jaçanã jovem.
Voz: agudo “te-te-te”, “tik-tik-tik”, baixinho “dog; notas ou frases soando como murmúrios ou guinchos. Empoleirado em estacas, agarra-se a moitas de taboa (Typha sp.), comportamento similar ao dos socoís. Voa bem, mantendo as pernas esticadas para trás, unidas e os pés cruzados.
Espécie monotípica (não são reconhecidas subespécies).
(IOC - World Bird List 2017).
Grande parte de sua alimentação é material vegetal, sejam folhas, sementes ou flores. Complementam com pequenos vertebrados e, ocasionalmente, ovos e outras aves pequenas.
Faz ninho espaçoso em terrenos pantanosos, construído com ramos de gramíneas ou de pés de arroz, pouco acima da água. Põe de 4 a 8 ovos de cor creme, pontilhados de marrom e roxo claro.
Comum em pântanos, lagos com margens pantanosas e campos de arroz inundados. Costuma andar sobre a vegetação flutuante ou pantanosa. Nada pouco e normalmente evita a água mais aberta. Voa bem, com as pernas esticadas para trás, às vezes aparecendo em navios em alto mar para descansar, a mais de cem quilômetros da costa. Pousa com frequência em arbustos, galhos ou mesmo postes de cerca, próximos à água.
Todo o Brasil e também do sudeste dos Estados Unidos e México até o norte da Argentina. É migratório, praticamente desaparecendo do sul do País durante o inverno.